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Autointitulado
Capa do livro Autointitulado: Tente outra vez, de Renato Becker, Editora Salto de Página: a evolução do macaco ao homem, que termina sentado no vaso olhando o celular

Renato Becker

Autointitulado Tente outra vez

Uma sátira sobre o projeto autointitulado homo sapiens. Apresentada em três partes: percepção, sustentabilidade e êxodo. Tem ainda uma boa dose de esperança por um mundo melhor através da Ecologia e da Sustentabilidade.

Autointitulado é uma narrativa que mescla ficção com realidade. O personagem Zé Preguiça acredita estar falando com uma pessoa a quem chama de Homem de Fé. No ponto de partida da estória, Zé Preguiça conta que o Homem de Fé havia recebido a missão divina para escrever um livro sobre impacto ambiental decorrente do comportamento humano. A partir daí o texto retrata a vida do autointitulado homo sapiens, desde o aprendizado sobre agricultura, até os dias atuais, passando por polaridade, arte, condicionamento, massificação, opressão, consumismo, respeito e desrespeito, diversidade, representatividade, urbanismo, sustentabilidade e êxodo. Boa leitura! Obrigado!

Salto de Página

@saltodepagina.editora
saltodepaginaeditora@gmail.com

Renato Becker, o autor, de boné e barba

Renato Becker

Graduado em Comunicação Social e pós-graduado em Gestão Ambiental.

Autointitulado é seu único livro, escrito por ele mesmo!

Leia o começo

“Para a ganância, toda a natureza é insuficiente.” (Sêneca)

Sumário

  1. Percepção
  2. Sustentabilidade
  3. Êxodo

Dedico este trabalho ao autointitulado homo sapiens.

Agradeço à minha Mãe pelo amor e dedicação aos seus três filhos. Ela é a pessoa que eu mais admiro nessa vida!

Agradeço a todos os professores do mundo que, com paciência, cumprem o ofício de cada dia em prol de educar as pessoas.

Agradeço aos mestres espirituais, visíveis e invisíveis, pelo sacerdócio com responsabilidade e caridade, em especial ao Preto Velho Seu Tonho de Aruanda e ao Caboclo Guaracy.

Agradeço a Deus, por me dar um pouco sequer de sanidade mental nesse mundo com tantas atrocidades.

Acho que é isso...

Apresentação

Conheci um Homem de Fé! E ele me disse ter recebido uma missão divina para escrever um livro sobre o impacto ambiental que o autointitulado homo sapiens causa no Planeta Terra.

Ainda no início de nossa conversa, ele também me falou que estava enrolando para concluir o livro, pois perdia tempo demais embriagando-se de ego no sonho de realizar uma obra-prima, ao invés de se dedicar com foco, ritmo e humildade para a materialização da missão.

Comentei com ele sobre delongas no desenvolvimento da obra e as trapaças do ego fazerem parte do processo criativo. Disse-lhe, sobretudo, torcer muito para que a sua nobre missão de escrever o livro fosse cumprida em tempo hábil. Ao que me retornou com a expressão de silêncio, num olhar profundo!

Percebi tratar-se de uma pessoa diferente e fui dando trela, até ele perguntar meu nome e eu responder, em tom brincalhão, que poderia me chamar de Zé Preguiça, caso me autorizasse a chamá-lo de Homem de Fé! E ele me indagou, em tom sério, se a preguiça não seria uma espécie de pecado contra a vontade de Deus. Foi então que apresentei-lhe o meu ponto de vista...

Percepção | 1

Creio, Homem de Fé, que a preguiça é parte do ânimo no lado oposto. Quero dizer, portanto, tratar-se de uma energia com forma de preguiça num polo e ânimo no outro, numa relação parecida com a do amor e ódio, da flacidez e firmeza, afinco e renúncia, próton e nêutron, noite e dia, preservação e modificação da natureza, dentre tantas outras polaridades que se ajustam e perfazem o movimento de tudo na vida, quiçá, também das vontades de Deus.

E nesse contexto das polaridades, eu ainda me pergunto sobre a tal busca pelo equilíbrio! Qual seria o ponto de equilíbrio entre a preguiça e o ânimo? Eu não confirmo uma resposta, mas, quando traço analogias na tentativa de me situar, penso na vida de um pêndulo e vejo o equilíbrio, consolidado, apenas quando não há mais movimento, ou seja, quando o pêndulo está parado, estagnado.

Num pêndulo oscilando de um polo ao outro, o ponto de equilíbrio se torna apenas um lugar de passagem. Negar isto, soa para mim como sabotar a dinâmica da vida, razão pela qual eu nunca fui equilibrado e não o serei enquanto o universo pulsar. Passei, passo e passarei pelo equilíbrio, diversas vezes, iniciando e reiniciando ciclos, do meu jeito e sem desrespeitar os movimentos alheios.

É na vida em movimento que eu boto fé, buscando não utopias como o pseudo equilíbrio consolidado, mas, sim, qualidade de presença no momento exato das coisas acontecendo, de tal forma...

Capa do livro Autointitulado: Tente outra vez

Leia mais no livro.

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